Covid-19: perdi o olfato e ele não é mais o mesmo, o que fazer?

Covid-19: perdi o olfato e ele não é mais o mesmo, o que fazer?

A olfação tem papel importante na qualidade de vida das pessoas. Ela tem grande participação na sensação de prazer ligada à alimentação e à percepção de aromas que nos são agradáveis e, muitas vezes, nostálgicos. Além disso, o nosso olfato possibilita que evitemos situações potencialmente danosas, como incêndios e a ingestão de alimentos com prazo de validade vencido.

As principais causas de perda de olfato são as rinossinusites agudas e crônicas e os traumas. Com o aumento da longevidade da população, aumenta-se também a incidência de doenças neurodegenerativas, muitas delas associadas a perdas de olfato, como na doença de Parkinson e Alzheimer. Alguns estudos estimam que as disfunções olfatórias chegam a acometer mais de 20% da população, porcentagem que deve sofrer um incremento com o pandemia da COVID-19.

Contudo, há uma boa notícia: o olfato pode ser testado. Fazendo uma analogia com o exame de audiometria, que testa a audição, existe o exame de olfatometria, que testa o olfato. A olfatometria Connecticut, por exemplo, avalia se o sujeito consegue nomear os cheiros de frascos com o aroma de substâncias comuns no dia a dia, bem como permite que o limiar olfativo seja testado.

Após o diagnóstico de perda de olfato é possível iniciar o tratamento, com medicamentos e medidas não-medicamentosas, a depender da causa e do tempo passado desde a perda do olfato. O tratamento exige constância e persistência, mas com resultados bastante satisfatórios

Por Dr. Marcelo Yukio Maruyama, CRM-DF 23891

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